sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Camp. Nacional de Clubes em Pista Coberta (Apuramento) em Braga e Pombal

O início das provas nacionais em pista coberta, em Braga e Pombal.
Fotos: AA Braga, blogue desporto-maria2 e Município de Pombal
Montagem: O Marchador
Terão lugar neste fim-de-semana (21 e 22) as fases de apuramento do Campeonato Nacional de Clubes em Pista Coberta, uma em Braga (Parque de Exposições) e outra em Pombal (Expocentro), que determinarão a seleção das melhores 8 equipas, que disputarão a I Divisão, e das equipas classificadas entre a 9.ª e a 16.ª posição, que competirão na II Divisão, ambas a realizarem-se em Pombal, a 17/18 de fevereiro.

Para a fase de Braga, nas provas de marcha, que serão realizadas no sábado, estão inscritos, no setor masculino, 20 atletas (14 clubes) e, no setor feminino, 17 atletas (13 clubes). Em Pombal haverá dupla jornada, em masculinos, no sábado, com 15 atletas inscritos (13 clubes) e no domingo com 20 inscritos (10 clubes), sempre às 18:05 horas, e no setor feminino, também sempre às 18:35 horas, estão inscritas 14 atletas (10 clubes), para sábado, e 15 atletas (10 clubes), para domingo.

Os juízes de marcha, nomeados pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Atletismo, são todos dos painéis nacionais de especialistas (A/B), a saber: André Brito (chefe), Anabela Enes, Joana Correia, José Varela Pereira e Rodolfo Alves, em Braga, e Albertino Saramago (chefe), António Bizarro, Argentina Cordeiro, José Guerra e Maria Odete Alves, em Pombal.

Mais informação no «site» da FPA, aqui.

50 km marcha (fem.) no Mundial: sim ou não?

Um artigo da «Revista Atletismo»
por Arons de Carvalho (2017-01-17)

Inês Henriques acaba de estabelecer o recorde mundial feminino de 50 km marcha, com uma excelente marca: 4h 08m 26s. Fez muito melhor que o tempo mínimo que a IAAF estabelecia para reconhecer o recorde: 4 h 30m. E fez melhor que o oficioso recorde da sueca Monica Svensson, que conseguira 4.10.59 em 2007, a melhor marca conhecida.

A IAAF oficializou assim a única prova que ainda não era comum aos homens e mulheres. Em ano de Mundial (em Londres), colocava-se o problema: para quando a introdução da prova nas grandes competições, nomeadamente Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos? Vejamos como foi com as últimas provas introduzidas no setor feminino, apontando os anos de homologação do primeiro recorde mundial (RM) e a estreia em Campeonatos do Mundo (CM) e Jogos Olímpicos (JO):

                             RM             CM          JO
Triplo                   1990           1993        1996
Vara                     1992           1999        2000
Martelo                1994           1999        2000
3000 ob.               2000           2005       2008

Verifica-se assim que entre a oficialização do recorde mundial e a estreia em Mundiais mediaram entre três anos (triplo) e sete anos (vara), só sendo admitidas as novas provas quando estas já estavam devidamente sedimentadas.

Daí que, independentemente do natural desejo português de aproveitar esta oportunidade para Inês Henriques voltar a brilhar, teremos que reconhecer que não faz sentido introduzir já a prova no Mundial deste ano. Na Taça do Mundo do ano passado, foi permitida a participação feminina na prova masculina e só apareceu uma norte-americana, que foi ultimíssima, com mais de quatro horas e meia. No entanto, a IAAF resolveu, em relação ao Mundial de Londres, voltar a permitir a participação de atletas femininas na prova masculina, desde que satisfizessem a marca mínima (demasiado acessível para os homens, muitíssimo – e anacronicamente – exigente para as mulheres) de 4h 06m.

Uma medida que acaba por não ser nem carne nem peixe…

Ligação para o artigo, aqui.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ocampo e Cordero vencem campeonatos da Costa Rica

O vencedor masculino, o pódio feminino dos 20 km e ainda uma
prova de jovens. Fotos: fb Deiby Cordero, Ilena Ocampo-Marcha
Atlética e Nao Q. Bolaños. Montagem: O Marchador
Ilena Ocampo e Deiby Cordero, ambos em representação do Segura Team, sagraram-se campeões nacionais da de marcha em estrada da Costa Rica ao vencerem as provas de 20 km dos respectivos campeonatos organizados pela FECOA (Federación Costarricense de Atletismo) no passado dia 14 no Estadio Nacional, San José.

Ilena Ocampo, de 28 anos de idade, registou 1.50.55,0, marca que constituiu um novo recorde nacional e pessoal por larga margem (antes, 1.59.41 em Ciudad Juárez/MEX-2016). Maria Daniela Nuñez, sub-23 (San Jose, 2.12.44,2) e Devy Lizeth Gonzalez (Racewalking08, 2.16.49,2) completaram o pódio da prova feminina.

Deiby Cordero, de 24 anos, participante no mundial de marcha de nações de Roma-2016, com 1.32.11,0 em San José, estabeleceu igualmente a sua melhor marca (antes, 1.33.11 em Palmares-2016), classificando-se à frente do olímpico de Pequim-2008 e ainda recordista nacional, Allan Segura, M35 (Racewalking08, 1.36.27,0). Gabriel Calvo (Cartago, 1.41.47,7) fechou o pódio da prova masculina que contou com 7 participantes.

O evento teve a participação de meia centena de marchadores, com provas para todos os escalões etários.

Colaboração: Deiby Jose Cordero

Principais classificações
20.000 m femininos
1.ª, Ilena Ocampo Aguilar, 1988 (SeguraTeam), 1.50.55,0
2.ª, Maria Daniela Nuñez Solis, 1997 (San Jose), 2.12.44,2
3.ª, Devy Lizeth Gonzalez Jaen, 1994 (Racewalking08), 2.16.49,2
4.ª, Ilsy Onid Murillo Robles, 1979 (Racewalking08), 2.23.00,0

20.000 m masculinos
1.º, Deiby Jose Cordero Zuñiga, 1992 (SeguraTeam), 1.32.11,0
2.º, Allan Francisco Segura Medina, 1980 (Racewalking08), 1.36.27,0
3.º, Gabriel Mauricio Calvo Aguilar, 1991 (Cartago), 1.41.47,7
4.º, Luis Andres Fallas Navarro, 1993 (ADAVA), 1.43.10,0
5.º, Sergio Antonio de Jesus Gutierrez Brenes, 1961 (Independiente), 1.45.58,9
6.º, Johnny Gerardo Lizano Montero, 1994 (ADAVA), 1.47.17,4
7.º, Jefry Jose Chaves Jimenez, 1979 (Racewalking08), 2.04.50,5

Resultados completos, aqui.

Presidente da República felicita Inês Henriques pelo recorde mundial

Inês Henriques. Foto: Comité Olímpico de Portugal
Numa nota divulgada na página oficial da Presidência da República na internet, Marcelo Rebelo de Sousa congratula-se com o recorde do mundo estabelecido por Inês Henriques nos campeonatos nacionais de 50 km marcha, disputados em Porto de Mós, Leiria, concluindo a missiva nos seguintes termos:

O Presidente da República felicita a atleta e enaltece o feito que coloca a Bandeira Nacional no topo de mais uma tabela e muito orgulha todos os seus compatriotas.”

A marca de 4:08:26, alcançada pela atleta do Clube de Natação de Rio Maior no referido evento, será  homologada pela IAAF - sigla em inglês da Associação Internacional das Federações de Atletismo - depois desta verificar o cumprimento de um conjunto de formalidades exigíveis por este organismo internacional.

Por sua vez, o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, à margem de uma visita realizada ao Centro de Alto Rendimento do Jamor, em Oeiras, felicitou igualmente Inês Henriques pelo feito obtido. Segundo é noticiado no jornal “A Bola”, a atleta terá direito do Estado a uma quantia de 15 mil euros, a atribuir depois do recorde ser homologado pela IAAF.

Três outros desportistas portugueses, na modalidade do atletismo, alcançaram recordes mundiais em distâncias olímpicas: Fernando Mamede, nos 10.000 metros, em 1984 (Estocolmo), Carlos Lopes, na Maratona, em 1985 (Roterdão) e Fernanda Ribeiro, nos 5.000 metros, em 1995 (Hetchel).

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Campeonatos Nacionais de Hong Kong – pista (resultados)

Foto de «família» com os atletas medalhados e outras personalidades.
Foto: H.K.A.A.A. Montagem: O Marchador
Tiveram lugar, no passado fim-de-semana, uma das regiões administrativas especiais da República Especial da China (a outra é Macau), que segue o princípio de “um país, dois sistemas”, os campeonatos nacionais de marcha, realizados na distância de 10.000 metros, em pista, com a participação no ajuizamento de juízes internacionais de marcha.

Nos 10.000 metros masculinos, com 17 atletas participantes, Chung Hung Tse sagrou-se campeão nacional com o tempo de 46.42,59, que constitui um novo recorde nacional, que era do próprio desde 2007 (50.07,96). Este especialista, de 36 anos de idade, completados a 23 de dezembro, internacionalizou-se na Taça do Mundo de Taicang (China) em 2014 onde completou os 20 km em 1.39.15 mas a sua melhor marca na distância foi obtida na cidade japonesa de Naomi (palco habitual dos campeonatos asiáticos), em 2015, com o tempo de 1.30.13. O pódio ficou completo com Kit Chin Man (47.23,34) e Shun Siu Man (53.12,00).

Na prova feminina, igualmente de 10.000 m e também com um número assinalável de concorrentes (19), Man Ng His arrecadou o título nacional com o tempo de 54.08,48, seguida de Haiying Liu, com 56.46,34, e de Fei Chan Yin, com 59.40,24.

As competições contaram com a participação de três juízes internacionais do principal painel da IAAF, Echo Yeung (Hong Kong), Wang Tak Fung (Hong Kong) e Dukho Cho (Coreia do Sul), além de outros do painel de especialistas do país anfitrião.

Disponíveis os resultados das provas de 10.000 metros, a masculina [aqui] e a feminina [aqui].

ANAV com campeonato de Marcha (longa) em circunstâncias duvidosas

A Associação Nacional de Atletismo Veterano (ANAV), associado extraordinário da Federação Portuguesa de Atletismo, aproveitou, segundo refere no seu «site», a oportunidade da realização em Porto de Mós (15 Jan.) do Campeonato Nacional de Marcha em Estrada – 35 km/50 km para organizar em simultâneo o «Camp. Nacional Atletismo Master Marcha (longa) em Estrada 2017».

Tratando-se de uma iniciativa que merece o aplauso, não deixou de causar surpresa, e também estranheza, o facto do comunicado oficial da FPA ter divulgado um programa horário onde, de entre as provas indicadas, se encontra no programa «11:30, 5 km Masters, Masc/Fem, Provas Extra», aqui.

Segundo «O Marchador» apurou já em Porto de Mós junto de um elemento da ANAV, o campeonato de Marcha (longa) foi divulgado no «site» próprio daquele associado federativo, na semana da competição, «timing» que, e independentemente de dificuldades manifestadas, se considera manifestamente curto para o efeito.

Portanto, não parece «normal» que num mesmo âmbito federativo sejam divulgados programas que se contradizem!

Entretanto, e se atentarmos no regulamento da ANAV, para além dos 20 km femininos, está explícito que a distância de 35 km para masculinos é a prova do campeonato master.

O que se assistiu depois em Porto de Mós quando das cerimónias de premiação foi, para surpresa de muitos, incluindo marchadores veteranos masculinos, que a atribuição de títulos e lugares de honra foi feita com base na passagem dos 30 km veteranos masculinos, manifestamente em contradição com o regulamento pela própria ANAV!

Significou isso que o regulamento foi alterado no dia da prova e no decorrer da mesma? Terão sido os atletas veteranos informados dessa alteração? Admitimos que alguns veteranos soubessem disso até porque abandonaram estrategicamente na passagem dos 30 km na prova de 35 km, com marcas que nem sequer deveriam ser válidas. Outros veteranos (entre os quais, por exemplo, os do CA Seia), cientes do regulamentado, fizeram por concluir a distância que supostamente era do campeonato, os 35 km!

Em conclusão, espera-se, e deseja-se, transparência nos processos da ANAV nos eventos para veteranos, onde é suposto dar-se o exemplo, com um ambiente agradável, de cordialidade e de «fair-play».

Os resultados do campeonato Master pode ser consultado no site da ANAV, aqui.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Inês Henriques declara-se disposta a fazer menos de 4 horas nos 50 km marcha

Inês Henriques a controlar o seu tempo
em Porto de Mós. Foto: fb ADAL
Com a devida vénia, transcrevemos a seguinte notícia, difundida recentemente no “site” da Rádio Renascença.

Inês Henriques, que entrou domingo para a história do atletismo como a primeira recordista mundial dos 50 quilómetros marcha, com 4h08m26s, admitiu à Agência Lusa o desejo de baixar esse registo para perto das quatro horas.

"Agora, pertence a mim e às mulheres do mundo da marcha fazerem o que eu fiz ontem [domingo] para nós termos força na IAAF, para eles reconhecerem a nossa prova igual à dos homens", referiu a marchadora de 36 anos, que representa o Clube de Natação de Rio Maior.

Em causa está o facto de, apesar de a IAAF ter aberto pela primeira vez a distância ao sector feminino, que até agora tinha como melhor marca mundial a da sueca Monica Svensson, com 4h10m59s, o organismo exigir para o próximo Mundial a mesma marca mínima dos homens (4h06m).

"O meu principal objectivo era fazer o recorde mundial, melhorando a melhor marca do mundo, e o segundo, que de alguma forma poderia ser possível, era fazer menos de 4h06m, para poder estar no Mundial e demonstrar que as mulheres também têm o seu lugar nos 50 quilómetros marcha", salientou a atleta de Rio Maior, demonstrando vontade de tentar baixar a marca alcançada por si no domingo.

Para esse objectivo, o "timing" ainda não está definido mas Inês Henriques acredita na possibilidade de concluir os 50 quilómetros marcha "perto das quatro horas".

No currículo, a marchadora conta ainda um sétimo posto nos Mundiais de 2007 e um nono nos Europeus de 2010, sempre na distância dos 20 quilómetros.

Ioánnis Vaitsis sagra-se campeão da Grécia nos 50 km marcha

Ioannis Vaitsis com o seu treinador Napoleon Kefalopoulos e
imagens várias do evento. Fotos: Fed. Atl. Grécia e Zoe Gkini
Montagem: O Marchador
Ioánnis Vaitsis venceu este domingo os campeonatos gregos de 50 km marcha, registando a marca de 4.30.38, naquela que constituiu a estreia para este atleta ateniense, de 21 anos de idade. No segundo lugar classificou-se Dimitrios Tsordias, com o tempo de 4.34.38. Konstantinos Stamatelos ocupou a terceira posição do pódio com a marca de 4.37.21.

Das outras provas do vasto programa competitivo, organizado pela federação helénica de atletismo, destacam-se as vitórias, no setor masculino, de Zacharias Tsamoudakis, nos 20 km com o tempo de 1.29.37, nos 10 km sub-20 de Georgios Tzatzimakis, com 46.17, e nos 5 km sub-18 de Alexandros Karagiannis, com 27.00, e no setor feminino, nos 20 km (sub-20), de Dimitra Mpochori, com 1.44.00, nos 10 km (sub-20), de Sofia Alikaniotti, com 50.32, e nos 5 km (sub-18), de Ioanna Martini, com 26.05.

As competições tiveram lugar no Centro Olímpico de Schinias, na cidade de Maratona, local da disputa das provas de canoagem dos Jogos Olímpicos de 2004 e onde habitualmente têm sido realizados os campeonatos de estrada da especialidade. O circuito, com um perímetro de 2 km, foi medido por um elemento do painel de medidores da IAAF. A temperatura, a rondar os 13 graus centígrados, esteve agradável para os atletas participantes no evento.

De registar a homenagem prestada, a título póstumo, a Yiannis Stamatopoulos, primeiro vice-presidente da Federação de Atletismo da Grécia, de 62 anos de idade, que faleceu no dia 8 deste mês, em circunstâncias trágicas. Personalidade de fino trato, juiz, bom amigo, apoiante da causa da marcha atlética, liderou a delegação do atletismo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e era o representante do atletismo no Comité Olímpico da Grécia.

Colaboração: Zoe Gkini

Classificações
50 km masculinos
1.º, Ioannis Vaitsis (GAS Ilissos Athens), 4.30.38
2.º, Dimitrios Τsordias (AE Opympias Patras), 4.34.34
3.º, Konstantinos Stamatelos (APS Filippos Verias), 4.37.21
Desistente: Konstantinos Ntentopoulos (ΑE Olympias Patras).

20 km masculinos
1.º, Zacharias Τsamoudakis (SOA Fikianos Karditsas), 1.29.37
2.º, Sabbas Κrabariotis (ΑΕ Οlympias Patras), 1.32.24
3.º, Antonios Charalambopoylos (PAO Thersipos Peristeriouo Eroeos), 1.43.13

20 km sub-20 femininos
1.ª, Dimitra Μpochori (ΑPS Filippos Verias), 1.44.00
2.ª, Efstathia Κourkoutsaki (GAS Ilissos Athinon), 1.53.36

10 km sub-20 masculinos
1.º, Georgios Tζαtzimakis (GS Eleftherios Venizelos Chanion), 46.17
2.º, Themistoklis Τsarouchas (GS Pindaros Thivon), 50.25
3.º, Vasilios Fermeliss (Nickolaos Olympias Patras), 54.52

10 km sub-18 femininos
1.ª, Aggeliki Rodi (AE Opympias Patras), 58.24

10 km sub-20 femininos
1).ª, Sofia Alikanioti (AE Olympias Patron), 50.32
2).ª, Anastasia Mpania (PAO Thersipos Eroeos), 55.29

10 km femininos
1.ª, Evangelia Vaitsi (GAS Ilissos Athinon), 1.00.52
2.ª, Eleni Stasinopoulou (AE Olympias Patron), 1.03.19
3.ª, Npanagiota Fitili (AO Pefkis), 1.09.27

5 km sub-18 masculinos
1.º, Alexandros Karagiannis (AO Pefkis), 27.00

5 km sub-18 femininos
1.ª, Ioanna Martini (PAO Thersipos Eroeos), 26.05
2.ª, Christina Miragia ( - ), 27.33
3.ª, Maria Tsafalia (SOA Fokianos Karditsas), 29.20
4.ª, Olga Mpouchla (PAO Thersipos Eroeos), 30.51
5.ª, Christina Tsianava (SOA Fokianos Karditsas), 31.35
6.ª, Mariags Tzianopoulou (Pindaros Thivon), 32.45

5 km sub-20 femininos
1.ª, Athanasia Vaitsi (GAS Ilissos Athinon), 24.33

3 km sub-14 masculinos
1.º, Iosif Orfanopoulos (AE Opympias Patras), 20.39

3 km sub-14 femininos
1.ª, Vasiliki Τζατζιμακi (AGS Anatoli Nea Ionia), 16.48
2.ª, Paraskevi Pentheroudaki (PAO Thersipos Eroeos), 17.19
3.ª, Rea Καrκανηi (GAS Ilissos Athinon), 18.13
4.ª, Aggeliki Kakogiannou (PAO Thersipos Eroeos), 18.17
5.ª, Aggeliki Nikolaidi (Panellinios Gs), 19.20

2 km sub-13 masculinos
1.ª, Dimitrios Lambrou (AGS Anatoli Nea Ionia), 12.33

2 km sub-13 femininos
1.ª, Anastasia Antonopoulou (AGS Anatoli Nea Ionia), 11.07
2.ª, Pavlinaags Vasiliou (AGS Anatoli Nea Ionia), 14.29

1 km sub-11 masculinos
1.º, Georgios Kalogeropoulos (AO Pefkis), 4.52
2.º, Aggelos Kalogeropoulos (AO Pefkis), 5.28

1 km sub-11 femininos
1.ª, Panagiota Karapiperi (AGS Anatoli Nea Ionia), 4.55
2.ª, Maria Mpouchali (AGS Anatoli Nea Ionia), 5.02
3.ª, Sofia Filippidi (AO Pefkis), 5.29
4.ª, Lydia Papageorgiou (AO Pefkis), 6.28

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Daniel Gouveia e Rúben Santos obtêm mínimos para mundiais de sub-18 no Quénia

Rúben Santos e Daniel Gouveia em Porto de Mós.
Fotos: fb ADAL; Montagem: O Marchador
Daniel Gouveia, do Centro de Atletismo de Seia, com 46.40, e Rúben Santos, do Clube de Futebol de Oliveira do Douro, com 46.56, na prova extra de 10 km para sub-20 disputada em Porto de Mós por ocasião dos Campeonatos Nacionais de Marcha em Estrada (35 km e 50 km), alcançaram os mínimos de participação (47.00) exigidos pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (AIFA), para o Campeonato do Mundo da categoria de sub-18 que se disputa em Nairobi, no Quénia, no período de 12 a 16 de Julho próximo.

As marcas obtidas pelos referidos atletas, classificados nas primeira e segunda posições da prova, constituem recordes pessoais por larga margem, uma melhoria de 2 minutos para Daniel Gouveia (antes, 48.40 em Leiria-11/2016) e de 1 minuto e 26 segundos para Rúben Santos (antes, 48.22,04 em pista, em Viana do Castelo, 6/2016).

Os atletas, a confirmar-se a participação no referido evento da AIFA, como se espera, farão a sua estreia internacional, o que certamente constituirá um passo muito importante no futuro das suas carreiras desportivas.

Recorda-se a participação de atletas masculinos em edições do mundial de sub-18:

Bydgoszcz-1999: Cláudio Estrela (CO Pechão);
Debrecen-2001: José Silva (B Anjos) e Luís Osório (JD Fontainhas);
Sherbrooke-2003: Gonçalo Bejinha (JD Neves);
Ostrava-2007: Luís Lopes (CN Rio Maior);
Bressanone-2009: Bruno Pedro (GA Casais Vento);
Lille-2011: Miguel Carvalho (CN Rio Maior);
Donetsk-2013: Hélder Santos (Individual/Setúbal).

domingo, 15 de janeiro de 2017

Inês Henriques com possível recorde mundial de 50 km

Inês Henriques está na iminência de ser a primeira recordista
mundial feminina de 50 km marcha
A atleta Inês Henriques registou este domingo a excelente marca de 4.08.26 h nos 50 km marcha, prova que pela primeira vez teve competição em Portugal no sector feminino. A marca da rio-maiorense foi obtida em Porto de Mós, durante os Campeonatos de Portugal de Marcha em estrada, e apresenta uma valia muito significativa para vir a ser reconhecida como primeiro recorde mundial feminino da distância pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (AIFA), num procedimento que deverá estar concluído nas próximas semanas.

Inês Henriques cumpriu quase toda a prova em ritmo claramente abaixo dos cinco minutos por quilómetro, marchando para um resultado final na casa das 4.03 h ou 4.04 h, mas as dificuldades reveladas nos seis quilómetros finais comprometeram a qualidade da marca na meta, determinando um tempo final ainda de muito boa qualidade mas abaixo do que durante tanto tempo pareceu possível. Ainda assim, nada pôs em causa a conquista do título nacional em disputa, até porque não havia qualquer outra atleta inscrita na prova feminina da distância longa.

Após a prova, a marchadora ribatejana lamentou não ter baixado das 4.06.00 h, marca estabelecida pela AIFA como mínimos na distância para os mundiais de Londres do próximo Verão. E lançou um apelo a que a federação internacional reveja os mínimos dos 50 km marcha para os Campeonatos do Mundo de Atletismo Londres-2017 (4.06.00), uma vez que esta distância corresponde à única prova desses campeonatos em que é exigida a mesma marca para ambos os sexos.

À passagem pelos 35 km, Inês Henriques conquistou desde logo um primeiro título do dia, dado que também nessa distância se realizavam campeonatos nacionais (masculino e feminino). A atleta do Clube de Natação de Rio Maior averbou aí 2.50.09 h, enquanto a única outra atleta em competição nesta distância, Sandra Silva (CF Oliveira do Douro), se creditava com 3.20.07 h, garantindo assim a subida ao segundo degrau do pódio.

No sector masculino, a prova foi ganha pelo jovem italiano Gregorio Angelini, de 20 anos, com 4.08.22 h. Apesar de no final da competição o marchador transalpino se ter manifestado desapontado com a marca alcançada, ela não deixa de constituir, ainda assim, um novo máximo pessoal por 18 segundos, melhorando o resultado obtido nos Campeonatos de Itália de 2016, realizados em Catânia.

O melhor português foi Amaro Teixeira (CA Seia), que, ao cumprir a distância em 4.56.53 h, conquistou o título nacional. No pódio teve a companhia de Henrique Santos (GD Diana), que por muito pouco não terminou abaixo das cinco horas: 5.00.12 h.

Também para os homens estava em disputa o título nacional de 35 km, ganho pelo consagrado João Vieira (Sporting CP), com 2.38.40 h. Apesar da desistência do irmão Sérgio (SL Benfica), foi ainda do clube da águia que vieram os finalizadores seguintes: Pedro Isidro (2.42.41), Miguel Carvalho (2.45.16) e Miguel Rodrigues (2.53.31, 1.º sub-23). Terminaram ainda Cristiano António (AC Vermoil, 3.02.30), Pedro Martins (CA Seia, 3.04.49), João Martins (CA Ferreira do Zêzere, 3.07.18) e Luís Bidarra (CA Seia, 3.26.11).

Após o extraordinário sucesso de Inês Henriques, fica agora a expectativa sobre a possível ratificação da marca obtida e eventual reconhecimento como primeiro recorde mundial feminino de 50 km marcha, assim tenham estado reunidas todas as condições regulamentarmente impostas.

Os resultados podem ser consultado no «site» da FPA, aqui.

Marcha na pista coberta de Sheffield, Inglaterra (resultados)

Callum Wilkinson e Gemma Bridge.
Fotos (arq.): East Anglian Daily Times e Alamy
Montagem: O Marchador
O campeão do mundo de sub-20 (Bydgoszcz-2016), agora sénior, Callum Wilkinson, do Enfield & Haringey AC, com 11.35,0, e Gemma Bridge, do Oxford City AC, com 13.41,33, venceram as provas de marcha de 3.000 metros em recinto coberto disputadas em Sheffield, Inglaterra, no passado domingo, 8 de Janeiro.

A superioridade de Wilkinson foi bem evidente e traduziu-se num recorde pessoal, distanciando-se de Guy Thomas (Tonbridge AC, 12.22,4) e Luc Legon (Bexley AC, 13.10,1). Já Bridge cortou a meta cerca de 10 segundos antes da sua principal opositora, Emma Achurch (Leicester Walking Club, 13.51,23). Ana Garcia, de 15 anos (City of Sheffield AC, 14.46,24) foi a terceira da geral. Sophie Lewis Ward (Cambridge Harriers, 15.43,07), que ficou à beira das medalhas no europeu sub-18 em Tbilisi-2016, foi apenas 4.ª classificada.

A anteceder estas provas, disputaram-se 1.000 metros marcha para atletas sub-13 e sub-15, com os melhores a pertenceram a esta última categoria, Faris Alkhamesi (Nuneaton Harriers, 5.22,77) e Molly Meleady-Hanley (City of Sheffield & Dearne, 5.24,45).

Classificações
3.000 m masculinos (marcas manuais)
1.º, Callum Wilkinson, senior (Enfield & Haringey AC), 11.35,0
2.º, Guy Thomas, u23 (Tonbridge AC), 12.22,4
3.º, Luc Legon, u23 (Bexley AC), 13.10,1
4.º, Tom Partington, u20 (Manx Harrieers), 13.15,8
5.º, Benjamin Allen, u17 (Leicester Walking Club), 15.58,8
Desclassificado: Cameron Corbishley, u20 (Men Medway & Maidstone AC).

3.000 m femininos
1.ª, Gemma Bridge, senior (Oxford City AC), 13.41,33
2.ª, Emma Achurch, u23 (Leicester Walking Club), 13.51,23
3.ª, Ana Garcia, u17 (City of Sheffield AC), 14.46,24
4.ª, Sophie Lewis Ward, u20 (Cambridge Harriers), 15.43,07
5.ª, Natalie Myers, senior (City of Sheffield & Dearne), 16.21,23
6.ª, Emily Ghose, u20 (Tonbridge AC), 16.41,27
7.ª, Lucy Lewis Ward, u17 (Cambridge Harriers), 16.41,89
8.ª, Pagen Spooner, u17 (Wetherby Runner AC), 17.58,10

Provas de pista coberta em Pádua, Itália

Alberto Zaupa e Sara Vitiello em Pádua.
Fotos: FidalVeneto. Montagem: O Marchador
Arrancou no último fim-de-semana a época de pista coberta em Itália, com competições realizadas em nove regiões do país, com estruturas muito vocacionadas para o efeito. Em Pádua as atenções também recaíram nas provas de marcha atlética que, como usualmente, realizaram-se nas distâncias de 3.000 metros femininos e de 5.000 metros masculinos.

No setor feminino o destaque vai integralmente para a jovem Sara Vitiello que venceu com evidente superioridade, obtendo a marca de 14.18,46, seguida de Giulia Imbesi (15.27,47) e de Alice Oblach (15.49,40). A atleta de Reggio Emilia, treinada por Sara Vezanni e que pratica a especialidade há 6 anos, obteve um novo recorde pessoal (o anterior era de 14.44,98, estabelecido no ano passado, em Ancona). O seu recorde nos 20 km é de 1.43.17, marca estabelecida em Podebrady, em 2016. Treinando 18 horas por semana tem como seu próximo objetivo fixar o recorde pessoal dos 20 km numa marca abaixo da hora e quarenta.

No setor masculino, Alberto Zaupa, do escalão sub-23 tal como Sara, impôs-se igualmente de forma fácil com o tempo de 22.10,87 (o seu recorde pessoal é de 21.43,94, estabelecido na edição deste mesmo meeting, em 2016) com o pódio a ser preenchido pelo sub-20 Michele Disaró (23.05,23) e por Igor Sapunov (24.15,45). Uma palavra ainda para o treinador do atleta vencedor, Vittorio Visini, antigo técnico nacional italiano de marcha que competiu nos Jogos Olímpicos de 1968 (50 km), 1972 (20 e 50 km) e 1976 (20 km), sempre com resultados muito expressivos, entre o sexto e oitavo lugares numa época em que o domínio dos atletas do leste europeu era muito acentuado.

Classificações
3.000 m femininos
1.ª, Sara Vitiello, 1996 (G.S.Self Atl. Montanari Gruzza), 14.18,46 - sub-23
2.ª, Giulia Imbesi, 1996 (GA Aristide Coin Venezia 1949), 15.27,47 - sub-23
3.ª, Alice Oblach, 2000 (Atl Brugnera Pn Friulintagli), 15.49,40 - sub-18
4.ª, Beatrice Andreose, 1998 (G.S. Fiamme Oro Padova), 15.53,07 - sub-20
5.ª, Ilenia Galante, 2000 (G.S. Fiamme Oro Padova), 15.56,63 - sub-18
6.ª, Vanessa Oblach, 2000 (Atl Brugnera Pn Friulintagli), 16.09,37 - sub-18
7.ª, Claudia Colombo, 1996 (Confindustria Atl. Rovigo), 16.38,48 - sub-23
8.ª, Vanessa Raisa, 2000 (G.S. Fiamme Oro Padova), 16.56,54 - sub-18
9.ª, Marta Calvani, 1999 (Atl.C.R.Pistoia e Lucchesia), 17.28,05 - sub-20
10.ª, Natalia Marcenco, 1954 (GA Aristide Coin Venezia 1949), 17.52,29 - W60

5.000 m masculinos
1.º, Alberto Zaupa, 1995 (Atletica Schio), 22.10,87 - sub-23
2.º, Michele Disaro, 1999 (G.S. Fiamme Oro Padova), 23.05,23 - sub-20
3.º, Igor Sapunov, 1978 (GA Aristide Coin Venezia 1949), 24.15,45 - M35
4.º, Luca Vernesoni, 1999 (Atletica Trento), 24.19,93 - sub-20
5.º, Fabio Amati, 1965 (Centro Atletica Copparo), 28.04,67 - M50
6.º, Marco Cavedagni, 1951 (S.E.F. Virtus Emilsider Bo), 33.00,09 - M65
Desclassificado: Andrea Mercaldo, 1976 (ASD Atletica Prato) M40.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Estabelecer e... bater recordes

Quem acompanha a actividade da marcha atlética em Portugal terá notado que o calendário nacional da época em curso volta a incluir uns campeonatos nacionais de 50 km. Esse é um facto assinalável e muito bem-vindo. Na primeira versão do calendário apontava-se para campeonatos de 35 km, sem se saber se eram para masculinos, femininos ou ambos. Depois estabeleceu-se que seria para masculinos e femininos, juntando-se entretanto a alternativa de 50 km para ambos os sexos.

É aqui que surge a estranheza. Nas últimas duas épocas, a Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) entendeu inusitadamente que a quantidade de interessados não justificava a realização de campeonatos na distância olímpica superior. Foram fracas as justificações invocadas, mas sobre esse assunto já aqui se disse o suficiente, não valerá a pena aprofundá-lo agora. A questão é: o que terá levado a federação a retomar como por artes mágicas os campeonatos de 50 km marcha?

Para contextualizar, lembremos que, após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a atleta Inês Henriques, falando sobre o seu futuro desportivo, manifestou o desejo de ser mãe e de tornar-se a primeira mulher portuguesa a fazer os 50 km. O primeiro desses objectivos é do foro estritamente pessoal; o segundo quadra bem com a tendência estimulada pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (AIFA) para envolver também o sector feminino nas competições oficiais de 50 km marcha.

Com o passar do tempo e após a AIFA ter anunciado que iria reconhecer um primeiro recorde mundial feminino de 50 km marcha, começaram a circular informações segundo as quais Inês Henriques tencionaria tentar a honra de ser a primeira recordista mundial da distância. Louvável objectivo, esse, que muito glorificaria a atleta e honraria a marcha atlética portuguesa.

Só que, ao mesmo tempo, a FPA anuncia, sem qualquer explicação, que afinal haverá campeonatos nacionais de 50 km marcha, destinados a masculinos e a femininos.

Conhecendo-se a realidade da marcha em Portugal, detecta-se de imediato a contradição federativa: se em 2015 e 2016 não pôde haver campeonatos nacionais masculinos de 50 km por alegadamente não haver quantidade de interessados que justificasse a prova, por que razão decide a FPA levar a efeito pela primeira vez um campeonato feminino em que não se previa (nem se confirmou) haver mais do que uma interessada?

Já se sabia que a argumentação da FPA era tosca para justificar a eliminação dos 50 km dos nacionais de marcha em estrada dos últimos anos. O que ninguém imaginava era que bastaria a ambição (legítima e louvável, entenda-se) de uma atleta para fazer reverter os argumentos da federação tendentes a interromper a história dos campeonatos nacionais de 50 km marcha ao fim de praticamente 30 anos.

A edição de 2017 dos nacionais de 50 km marcha (masculinos e femininos) tem lugar este domingo em Porto de Mós. Neles, Inês Henriques vai tentar obter marca capaz de permitir-lhe vir a ser reconhecida pela AIFA como primeira recordista mundial feminina de 50 km marcha. Oxalá venha a ter sucesso, já que a atleta merece a honra que procura!

E, já agora, fazemos votos de que, caso venha a ser reconhecida como primeira recordista mundial da distância, estabeleça desde já para 2018 o objectivo de bater esse recorde. Pelos vistos, é o único critério para haver em Portugal campeonatos nacionais de 50 km marcha. Masculinos e femininos.

Porto de Mós, sede dos Campeonatos de Portugal de Marcha (estrada) - 35 km e 50 km

O dia de amanhã (domingo) será marcado pela realização da 32.ª edição dos Campeonatos de Portugal de 50 km marcha masculinos e pela edição n.º 1 da competição no setor feminino, ainda que sob o epíteto de "campeonatos provisórios", aqui com a enorme expetativa de se saber se Inês Henriques, a única participante na prova, estabelecerá o recorde mundial na distância.

Paralelamente, vão ter lugar os Campeonatos de Portugal de 35 km masculinos (18 inscritos) com João Vieira (Sporting), o detentor do título, Miguel Carvalho (Benfica), Pedro Isidro (Benfica) a apresentarem-se como candidatos ao pódio. Nos campeonatos "provisórios" femininos de 35 km, Inês Henriques, uma das duas únicas participantes, será a grande favorita. Uma vez mais a FPA descurou o seu "trabalho de casa" ao deixar para depois da prova a aprovação em Assembleia Geral da concessão do título feminino nas duas distâncias.

E é também lamentável que a FPA se tivesse envolvido tão pouco, para não dizermos nada mesmo, na promoção do evento (ainda há poucos dias não constava no seu site o local da sua realização), a fim de proporcionar a vinda de mais atletas, portugueses e de outros países, caso a iniciativa (e de uns Campeonatos de Portugal se trata) tivesse sido divulgada a tempo e horas.

No historial da prova masculina de 50 km marcha, importa relembrar um dos históricos da disciplina, José Pinto, que muito a prestigiou sendo ainda o marchador com a melhor classificação na distância em Jogos Olímpicos - 8.º lugar em Los Angeles (1984). Teve um domínio quase absoluto nas primeiras edições dos Campeonatos de Portugal. Boas memórias, ricas experiências, momentos marcantes “recordo-me, pela sua exemplar organização, os Campeonatos de Santa Maria da Feira, em 1991, com o próprio presidente da Câmara a envolver-se pessoalmente nas reuniões preparatórias, os meios envolvidos, o marketing, a publicidade ...” e no plano desportivo, “os 50 km de Rio Maior, em 1992, com  a presença de atletas estrangeiros, uma arreliadora rotura que me apareceu cedo demais, o fantástico apoio que recebi do Pedro Pinto, ajudando-me extraordinariamente na primeira fase da prova, as palavras de incentivo do público, eu que não me tinha apercebido, devido às características do percurso, de quão perto estava e fiquei do José Urbano e, finalmente, a satisfação dos nós os dois termos feito mínimos para os Jogos de Barcelona. Para mim foi umas das provas mais entusiasmantes na minha carreira desportiva.”

Num circuito localizado no centro da cidade, com um perímetro de 1 km, os juízes de marcha nomeados para a competição serão os internacionais José Dias e Joaquim Graça (Painel IAAF) e José Ganso (Painel EA), além dos juízes do Painel Nacional de Grau A, António Bizarro, António Caniço, Carla Oliveira e Maria Odete Alves (juiz-chefe).

Nos 50 km masculinos, em que os mínimos para os mundiais de atletismo foram fixados pela IAAF em 4.06.00 (os da FPA ainda não foram divulgados), inscreveram-se 7 atletas:

Pedro Martins, nascido em 1968, representa o Centro de Atletismo de Seia (Guarda). Campeão nacional por oito vezes, foi ainda medalha de prata em três ocasiões e medalha de bronze em duas vezes. É atleta olímpico (Sydney’2000 e Atenas’2004). Tem como recorde pessoal a marca de 3.55.29, obtida na Taça do Mundo de Naumburg, em 2004. Integrou a seleção nacional que conquistou a medalha de bronze nos 50 km da Taça da Europa de 2003, sendo o seu melhor representante na competição.

Sérgio Vieira, nascido em 1976, representa o Sport Lisboa e Benfica. Não tem marca na distância. É atleta olímpico (Pequim’2008 e Rio de Janeiro’2016). O seu recorde pessoal nos 20 km marcha é de 1.20.58, estabelecido na Taça do Mundo de 1997 (Podebrady).

Pedro Isidro, nascido em 1985, representa o Sport Lisboa e Benfica. Foi vice-campeão nacional em 2011. É atleta olímpico (Londres’2012 e Rio de Janeiro’2016) e o seu recorde na distância é de 3.55.44, tempo obtido nos mundiais de Pequim, em 2015.

Gregorio Angelini, nascido em 1996, representa a Alteratletica Locorotondo (Bari, Apúlia). Foi internacional por Itália nos escalões Sub-18 e Sub-20. O recorde pessoal na distância é de 4.08.40, obtido nos Campeonatos de Itália de 2016, realizados em Catânia.

Amaro Teixeira, nascido em 1989, representa o Centro de Atletismo de Seia (Guarda). Foi vice-campeão nacional em 2015. O seu recorde pessoal na distância é de 4.46.34, marca efetuada em Leiria, em 2015.

Henrique Santos, nascido em 1965, representa o Grupo Desportivo Diana (Évora). O seu tempo na distância, na única ocasião em que completou os 50 km, é de 5.06.05.

Carlos Paiva, nascido em 1969, representa o Centro de Atletismo das Galinheiras. Não tem marca na distância. Possui um recorde pessoal de 1.47.37 nos 20 km marcha, obtido em Rio Maior, no ano de 2011.

Os 10 melhores portugueses de todos os tempos:
3.45.17 – João Vieira, 36 anos (SCP), Pontevedra, ESP (2012)
3.48.12 - António Pereira, 33 anos (JOMA), Beijing, CHN (2008)
3.52.43 - José Pinto, 32 anos (CFB), Viseu (1989)
3.55.14 - Augusto Cardoso, 36 anos (FCP), Leamington, GBR (2007)
3.55.29 - Pedro Martins, 36 anos (CAS), Naumburg, GER (2004)
3.55.31 - Jorge Costa, 43 anos (CTT Correios), Naumburg, GER (2004)
3.55.44 - Pedro Isidro, 29 anos (SLB), Pequim, CHN (2015)
3.57.29,5 - José Urbano, 27 anos (SLB), Fana - Bergen, NOR (1993)
3.57.30 - José Magalhães, 42 anos (ACA), Podebrady, CZE (1997)
3.59.28 - Dionísio Ventura, 26 anos (CIAIA), La Coruña, ESP (2006